Perguntas Frequentes

Perguntas Frequentes

Recados do Buggyman #25

Neste “Recados do Buggyman”, vamos tratar das perguntas mais frequentes que recebemos durante todo este tempo de existência. Se tiveres alguma ideia para acrescentar, coloca nos comentários lá embaixo!

Perguntas Frequentes

Buggy. Bugue ou Bugre?

Um erro constante é chamar o veículo de “Bugre”. Na verdade, existe uma fábrica com este nome, em operação há mais de 50 anos! Talvez, pela presença constante, pelo enorme nome gravado na lateral do buggy, este tenha se tornado como um sinônimo.

O termo “bugue” é uma aportuguesada do original inglês “buggy”. O Planeta Buggy opta por usar o termo original, embora reconheça a validade de um termo representativo na língua portuguesa.

Mas a legislação pertinente cita apenas “buggy”.

Buggy pode circular em rodovias?

Esta é uma das perguntas mais frequentes. A resposta é simples, sim, não há problemas na circulação de buggies em rodovias, desde que esteja, como qualquer veículo, devidamente licenciado (precisa constar “buggy” nos documentos) e tenha os equipamentos obrigatórios.

No documento, podem existir algumas variações, como estar no “espécie/tipo” ou no campo de observações. O a seguir é um exemplo. Repare que herdou do carro doador inclusive o número de passageiros, que implica em mesmo número de cintos de segurança. 

Perguntas frequentes - documento de buggy

Buggy pode andar sem capota em rodovias?

Sim, não existe nada que proíba a circulação de buggy sem capota em rodovias. E não precisa usar capacete!

Buggy pode ser rebocado com cambão em rodovias?

O CTB – Código de Trânsito Brasileiro, determina que não se pode rebocar veículos com algo flexível, o que inclui cordas, cabo de aço, tirantes e coisas similares. É preciso que seja rígido.

O Planeta tem uma página que trata do assunto em detalhes e mostra como deve ser feita a condução do veículo. 

Mas, dando a resposta curta, sim, é legal rebocar o buggy em rodovias (ou nas cidades), com um cambão que atenda às especificações, esteja com a parte elétrica ligada no carro tracionado e tenha uma corrente de segurança entre os dois veículos.

A CNH é a normal de carros de passeio, categoria B.

Cambão tipos e usos - Buggy acoplado com segurança
Buggy acoplado com segurança - Fotos Amadeu

Passageiros podem ficar em pé no assento traseiro ou sentados no encosto do banco traseiro do Buggy?

Prática que o Planeta Buggy condena desde sempre e que é muito vista na internet e nas praias. Se o buggy estiver parado, ok fazer fotos de pé no banco traseiro e até no capô. Mas, com o veículo em movimento, é obrigatório o uso dos cintos de segurança e como fazê-lo estando de pé ou sentado no encosto do banco?

Segurança em primeiro lugar! Este é um tópico que nem deveria estar nas “Perguntas Frequentes” mas, como é uma prática frequente, é bom esclarecer.

Sobre itens obrigatórios em um Buggy

O Planeta Buggy tem uma página sobre itens obrigatórios, que mostra a legislação aplicada a eles. Dá uma olhada por lá! E também na Resolução 14/98, que está em vigor com algumas alterações. 

O Planeta recomenda sempre que, caso algum agente de trânsito julgar algo errado, não convém discutir. Melhor exigir que ele coloque o que está sendo multado, especificamente. Ou seja, não apenas “alteração de característica”, mas indicando qual é esta alteração. “falta de esguicho do lavador de parabrisa”. Algo assim. Se ele se negar, coloca junto à assinatura, para poder entrar com o recurso posteriormente.

Sem esgotar a matéria, temos algumas perguntas mais frequentes, a seguir

1. Buggy precisa ter cintos de três pontos?

Segundo o CTB, carros com projetos novos precisam de cintos de três pontos em todos os bancos, a partir deste ano de 2020. Ou seja, os buggies que estão circulando não precisam deste tipo de cinto.

2. Buggy precisa encosto de cabeça nos bancos?

A Resolução 518/15 diz o seguinte: “Nos automóveis esportivos, do tipo “dois mais dois”, ou nos modelos conversíveis, é facultado o uso do encosto de cabeça nos bancos traseiros”. Ou seja, em buggies de projeto antigo, não há a exigência do encosto de cabeça. Nos produzidos a partir de 2015, somente nos bancos dianteiros.

3. Buggy precisa de pisca-alerta?

O “sinalizador de advertência” é obrigatório em todos os veículos em circulação. Não é um item que exista nos carros mais antigos, mas a adaptação não é complicada. Deve ser acionada por chave que tem que ter luz de indicação de funcionamento. E deve ser acionada nas mesmas lâmpadas externas do pisca-pisca.

4. Buggy precisa de esguicho de parabrisa?

O “lavador de parabrisa” é item obrigatório nos veículos (buggies também) fabricados a partir de 1º de janeiro de 1974. Ou seja, se o buggy tiver o ano de fabricação de 73 para baixo, não é obrigatório ter o esguicho. Mas é uma atualização bem simples de ser feita e ajuda bastante na chuva ou em alguma trilha.

5. Buggy precisa da pala do parasol?

A “infame” pala é ítem obrigatório, no lado do motorista. Mas, como não dizem formato e tamanho, pode ser feita uma bem estreita, como a do MP Lafer. Muitos não usam e dizem não ter problemas com a fiscalização. Mas melhor prevenir.
Tala do parabrisa do MP Lafer
Tala de proteção do sol no MP Lafer

6. Buggy precisa de Santoantônio?

Santoantônio ou Santo Antônio, é uma barra de proteção de capotagem, que deve proteger os ocupantes do buggy, em caso de acidente. 

Não existe uma regra clara para o tipo de santoantônio utilizado, desde que esteja acima da cabeça dos ocupantes. Pode ser de fibra de vidro, de tubos metálicos simples ou duplos ou de chapa metálica.

O que ver em um buggy usado para comprar?

Nas perguntas frequentes, uma das que mais aparece é esta. Antes de mais nada, tens que saber para que será usado o buggy. Vai ser para trilhas, praias, passeios? Identificar tua preferência é o primeiro passo para definir qual tipo de buggy vai ser buscado. Não que não possa ser alterado para tua própria necessidade, mas isso vai envolver custos, claro. Quer saber mais sobre tipos de buggies? Veja esta página aqui.

1. Documentos

Depois de definir qual tipo de buggy vai ser, a primeira coisa a ser vista: documentos!!!! O documento precisa informar que é um buggy e no campo “espécie/tipo”. Os documentos que destacam esta situação no campo observações, podem ter dificuldades na transferência de estado. Os números do motor e chassi devem bater, obviamente.

Sobre a numeração do motor, alguns passam trabalho por conta de estarem com motor de Brasília, onde a numeração é atrás da ventoinha. Na Brasília, é só abrir a tampa, que ali está a numeração. Em um buggy, no entanto,  é preciso retirar a ventoinha para conseguir acesso e fazer o decalque ou foto do número. o Sergio Pires Ferazole tem este tipo de motor e solicitou a cópia do laudo quando passou na vistoria. Assim, usa junto com os documentos, em uma eventual blitz.

Neste aspecto, se estiver comprando, convém fazer a vistoria prévia em um cartório do Detran da tua cidade.

2. Mecânica

Se os documentos estão em dia, é hora de verificar a estrutura da fibra, do chassi e da parte mecânica. Um chassi tem vida útil de uns 15 anos. Portanto, é bom uma olhada profunda nele.

Fazer uma avaliação com um mecânico conhecido é interessante, mas não deixe que problemas te afastem de um buggy. Sempre existirão problemas. Mas é bom saber o que representa isso, em valores reais. Reformar um chassi pode não ser (muito) caro, mas reformar um motor é outra história, se precisar trocar um bloco, por exemplo.

O alinhamento geral é outro ponto de fundamental importância, pois um buggy mal montado é quase sem solução. Mas nada que uma rápida visita em uma oficina que faça alinhamento não possa identificar. Isso também pode ser visto em um test drive, soltando a direção em rua plana para ver como ele se comporta. Aproveita e testa (com cuidado) os freios para ver se alguma roda trava antes das outras e se ele não puxa para um lado.

3. Aspecto geral

Quanto ao aspecto geral, um buggy com pintura feia é até melhor que aquele brilhante, recém pintado, que pode estar ocultando problemas na fibra.

Mas, principalmente, não deixe que pequenos defeitos atrapalhem a compra. Apenas não se deixe seduzir de imediato, sem conferir estes aspectos todos.

Bugueiro ou Buggista?

Não é a mesma coisa que motoqueiro ou motociclista, já que o primeiro termo é um pouco pejorativo, mas apenas para diferenciar os profissionais dos aficionados que têm um buggy para lazer.

Bugueiro, para o Planeta Buggy, é aquele que trabalha com buggies, tem treinamento e registro específico para sua atividade.

Buggista, também para o Planeta Buggy, é aquele aficionado que curte seu buggy e leva a cultura buggista para onde for, e que é mais que um aficionado, é um especialista em buggy. E, neste aspecto, um bugueiro pode se tornar um buggista também!

Em uma enquete realizada no Planeta, houve um empate entre os que participaram. Logo, o voto de minerva do Planeta desempatou… mas os termos podem ser usados em qualquer circunstância, inclusive nos comentários, aqui no Planeta Buggy. Mas nos posts do próprio site, vai ser buggista, que é o público que atingimos com mais frequência. E, claro, bugueiros profissionais são muito bem vindos por aqui!

Colaboraram com este post: Roberto Lee, Marlon Von Rohrbach, Nil Araújo, Sergio Pires Ferazole, Nando Nery, Fábio Ilha de Aragão, Tarcizio Gonçalvez Neto, Fransuelder Marcelino de Azevedo,  

Ainda existem fabricantes de buggies no Brasil, em 2020?

Sim, encontramos fabricantes em várias regiões do Brasil. A Bugre e a Baby no Rio de Janeiro, A Selvagem no Rio Grande do Norte, A FerCar em São Paulo, A Cauype, Marinas e Fyber em Fortaleza, a Farina no Rio Grande do Sul, a BRM agora em Pernambuco e mais algumas outras que precisamos resgatar para colocar no Planeta. Conhece alguma? Manda informações e mais detalhes para nós.

Este post tem 2 comentários

  1. Roberto Lee

    Parabéns! Gostei da resposta:> Segurança em primeiro lugar! Este é um tópico que nem deveria estar nas “Perguntas Frequentes” mas, como é uma prática frequente, é bom esclarecer.

    1. Beco

      Me arrepia ver vídeos com o pessoal descendo dunas daquela maneira! A vida vale mais que alguns segundos de “emoção”.

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