Santoantônio – O que é? como usar?

Santoantônio – O que é? como usar?

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  • Post published:04/01/2021
  • Post category:Carroceria
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  • Post last modified:03/03/2021
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Santoantônio o Santo Antônio: ¿qué es?

Santoantônio (en inglés “roll bar”, en español “barra anti-vuelco”) es una pieza, presente en prácticamente todos los buggies, que sirve para proteger a los ocupantes en caso de vuelco y también para reducir la torsión de la carrocería en algunos modelos .

A pesar de la definición, este dispositivo no siempre tiene las condiciones para ser lo que debería ser, un elemento protector.

En ocasiones, es solo un elemento decorativo o para cumplir con algún estándar, ya que está fabricado únicamente con fibra o tubos frágiles o, aún, con una fijación directa sobre la fibra sin ningún tipo de refuerzo.

¿Para qué sirve?

Esta es una pregunta sin respuesta aquí en el Planeta. En las inspecciones de Inmetro, parecen estar más preocupados por la torsión del cuerpo que por la protección en sí. Lo que parece tener sentido, ya que un automóvil sin resistencia estructural es muy inseguro.

En los buggies más antiguos, que utilizan la plataforma Beetle, la carrocería era muy gruesa, lo que hacía que estos buggies antiguos fueran casi un monobloque, muy rígidos.

No es porque sea descapotable que hay una obligación del santoantonio, ya que la mayoría de los descapotables no tienen esta parte.

Tipos de Santoantônio

1. Tubos de aço

O mais comum é o feito com tubo de aço, podendo ser simples ou duplo. Nos projetos mais recentes, estes tubos são fixados diretamente ao chassi do buggy, enquanto nos mais antigos, podem ser fixados apenas na fibra da carroceria.

Na galeria abaixo, vemos um santoantônio integrado ao chassi. Observe a estrutura forte e perfeitamente amarrada entre os elementos.

Na segunda foto, o santoantônio tradicional, dos primeiros buggies. Fixado ao assoalho do Fusca e nada mais. Apesar de ser um tubo de diâmetro avantajado, normalmente estes equipamentos tinham uma parede fina e problemas de fixação.

O terceiro buggy é um modelo que não teve a plataforma do carro doador encurtada. O santoantônio, neste caso, é dividido em três partes interligadas entre si e fixadas em pontos estratégicos, o que dá resistência ao conjunto. É o Bugre do Tiago Barba Souza, que teve a carroceria alongada, em um trabalho muito bem feito.

No quarto buggy, temos um santoantônio com reforços que vão até a traseira. Não é um santoantônio duplo, como o que aparece na primeira foto, mas um que se aproxima ao tradicional, agregando um novo ponto de apoio.

Por último, mas não esgotando as possibilidades dos santoantônio de aço tubular, temos o Way Superbuggy, que, além do santoantônio de fibra, tem dois pequenos semicírculos de aço tubular na parte traseira.

2. Fibra de vidro

Também chamado de “Targa”, este tipo de santoantônio pode fazer parte da carroceria, integrado à ela, ou aparafusado, como peça separada.

Em ambos os casos, é possível que tenha uma “alma” de aço para garantir a resistência, embora muitos sejam apenas decorativos.

O primeiro buggy a usar este tipo de santoantônio, foi o Kadron, cujo projeto incluía uma capota que se integrava a esta targa. O projeto do Anísio Campos pode ser visto em mais detalhes na página “Buggy Kadron, o design clássico de Anísio Campos“.

O seguinte a usar uma targa em fibra de vidro, foi o BRM M4. Neste modelo, a targa era uma peça separada da carroceria e presa a ela com parafusos.

Depois vieram vários modelos utilizando targas de fibra de vidro, entre eles, a recriação do clássico BRM M3, ainda em produção como Naja One

Na galeria a seguir, o Kadron, com Anísio ao volante, o BRM M4 e o Naja One

Nos buggies mais modernos, esta targa não é apenas decorativa. Há uma estrutura tubular que faz parte do chassi e que é incluída na carroceria durante a laminação na própria forma.

Desta maneira, há uma gaiola integrada que não aparece mas que protege de maneira eficiente.

O Cauype das fotos a seguir mostra a targa em fibra. Claro que não dá para ver a estrutura de tubos, mas ela está lá. Repare que até o reforço entre o santoantônio e o parabrisa é coberto pela fibra. Legal aquele snorkel!

Projetos

Buggies são veículos que se moldam ao proprietário, ao longo do tempo. E, entre os projetos mais importantes para fazer em um buggy é sobre segurança, sobre ter um santoantônio de verdade.

1. Projeto Selvagem

Felipe Gomes de Souza fez uma estrutura para seu Selvagem modelo L em tubos 1 1/4 modelo skele 40 parede de 3,7mm.

Posteriormente, entregou esta estrutura para o Joilson Morais que instalou no seu Selvagem.

Em buggies mais antigos, este intercâmbio é quase impossível, pois há grandes diferenças de montagens. Não é o caso do Selvagem, já que serviu perfeitamente no do Joilson.

Na galeria a seguir, a foto da estrutura feita pelo Felipe e na outra, já instalada no Selvagem do Joilson.

2. Buggy do Jeferson Silva

O Santoantônio do Jeferson é preso no chassi, através de barras soldadas.

É um santoantônio tipo gaiola, bem protegido, como podemos ver nas fotos que mostram a fixação dele ao chassi. Belo trabalho!

3. Bugre do Tiago

O Tiago Barba tem este buggy compridão, com uma estrutura feita com tubos sem costura de 1 1/4″ parede de 1.2mm.

Como é um buggy mais comprido que o padrão, a gaiola é mais abrangente, constando de três pilares: parabrisa, central e traseira, como se fossem as colunas A, B e C de um veículo “comum”.

4. Buggy Boy do Fernandão Bertucci

Um buggy Boy montado no capricho e com uma estrutura de gaiola muito bem feita. No lugar de usar dobradoras de tubo, Fernandão soldou curvas prontas. Com soldas bem feitas, não há problema em usar este tipo de curva. Uma dobra mal feita poderia enfraquecer mais o material que uma solda.

Uma bela estrutura, sem dúvida.

Buggy é mais arriscado que um carro normal?

Sim, sem dúvida. São muitos os fatores que o tornam mais perigoso que um veículo de uso diário, moderno e seguro. Os principais são:

  1. A fibra é rígida, não amassa e pode desprender lascas perigosas em caso de acidente.
  2.  As reações de um buggy são muito diferentes de um carro normal. É preciso conhecê-las para se divertir sem nenhum risco. O entre-eixos mais curto, as diferenças de diâmetro dos pneus, tudo isso contribui para as diferenças significativas de um carro normal.
  3.  A falta (ótima) de capota e vidros laterais permitem a entrada de detritos e insetos que podem bater no rosto dos ocupantes (use óculos, sempre!).
  4. O santoantônio, que deve reduzir os riscos em uma capotagem, também pode ferir os ocupantes do banco traseiro,já que, normalmente,  não existem cintos de três pontos ali. Uma freada mais brusca, uma pequena batida, pode ser perigosa.

Mas…

…não deixe que nada disso atrapalhe teus planos de curtir o teu buggy. É preciso ter consciência destas pequenas diferenças e manter teu buggy com manutenção em dia. E, talvez, fazer uma vistoria na fixação, nas soldas e na resistência do santoantônio.

E lembre-se de que tudo em um buggy deve estar bem preso. Bateria, estepe, extintor, caixas térmicas. Em um acidente, cada uma destas coisas pode se transformar em um aríete arremessado contra os passageiros. Os bancos basculantes também precisam ter um sistema efetivo de mantê-los no lugar, mesmo em caso de acidente.

Faltou alguma coisa?

Sempre que o Planeta faz alguma postagem, é para despertar a curiosidade e para gerar algum tipo de discussão.

Neste caso, ficou faltando muita coisa, claro. Mas, principalmente, a questão da obrigatoriedade do uso do santoantônio. O Planeta não encontrou alguma fonte oficial que deixasse isso claro.

Sabemos que novos projetos precisam ter este equipamento e existem normas para que um projeto seja aprovado para licenciamento. No entanto, não foi encontrada nenhuma norma sobre o uso. Se alguém encontrar, avisa!

Outras fontes de inspiração

A internet tem muita informação, mas às vezes é complicado descobrir algo interessante para o que queremos no momento.

O Planeta vai colocar alguns links nas páginas correspondentes, sempre que possível. Se tens alguma informação, coloca nos comentários para que todos consigam acompanhar.

Neste link, um vídeo inglês sobre a montagem de um santoantônio em um buggy clássico. Algumas coisas interessantes, como a barra de proteção lateral e um apoio sob o painel. Vale a visita!

Colaboraram nesta matéria

Como sempre, as postagens do Planeta Buggy são feitas a partir de sugestões, contribuições e discussões sobre um determinado tema.

Este não foi diferente e muitos contribuíram para a montagem final. Claro que ainda tem espaço para muita informação e contamos com o apoio de mais planetários para melhorar isso.

Contribuíram: Tiago Barba Souza, Nil Araújo, Fernandão Bertucci, Felipe Gomes de Souza, Joilson Morais, Jeferson Silva

Este post tem 2 comentários

  1. Roberto Lee

    Parabéns pela matéria, muito elucidativa. Meu Santo Antonio é BRM M8 modelo Rally fixado na fibra (traseira) e no painel (dianteiro).

    1. Beco

      Obrigado pelo apoio sempre, Roberto! Ele está preso apenas na fibra ou tem algum tipo de reforço ou apoio no chassi? Dá uma olhadinha por baixo e veja se tem alguma chapa de aço para reforçar o ponto ou se são só arruelas. Se for só arruelas, recomendo cortar uma prancheta, fazer os furos nela e instalar por ali,

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