Sinaleiras no Buggy
Sinaleira traseira de moto custom no buggy Glaspac

Sinaleiras no Buggy

Também chamadas de “lanternas” em algumas regiões, a sinaleiras fazem parte da primeira opção de customização de qualquer buggista (ou bugueiro). O Planeta não acredita que existam dois buggies iguais, se for dado tempo aos proprietários de customizá-los à vontade. E as sinaleiras no buggy são as primeiras coisas que um buggista altera!

E entre as “coisas” customizáveis, as lanternas (sinaleiras) no buggy são as primeiras que o Planeta vai comentar. Poucos buggies saíram com sinaleiras desenvolvidas para seu próprio desenho, entre eles o buggy Baby. Claro que, por uma questão de custos, a maioria utiliza o que estava no mercado na época em que foi lançado. E, obviamente, continua assim, pois não há sentido em desenvolver matrizes caras para um produto de baixa rotatividade.

Sinaleiras nos Buggies Clássicos

Claro que alterar um clássico é sempre complicado, a não ser que você seja um buggista… Vamos começar pelo Glaspac para saber o que os planetários fazem neste clássico que tentou imitar o Manx I.

Glaspac

Sinaleiras no Buggy – Glaspac e as Originais

Em primeiro lugar, vamos ver como era o Glaspac, originalmente. As lanternas (sinaleiras em alguns lugares do Brasil) eram o que estava disponível na época e que encaixavam no design do buggy.

Na época, as lanternas dianteiras eram as de Fusca, sobre os paralamas. Logo a seguir, houve uma evolução para as de Jipe (ou Karman-Ghuia) na frente dos paralamas. A lente de vidro é resistente ao amarelamento, comum nas de plástico da época.

As traseiras do Glaspac eram, nos primeiros, as de Fusca, como o Tander, do Marcos Liska (que motor!). Posteriormente, foram utilizadas as de Variant ou TL, com a montagem invertida, sendo a direita da Variant colocada na esquerda do Bugue, de ponta-cabeça. Isso permitia que a superfície externa permanecesse quase vertical em relação ao solo e a parte interna da sinaleira acompanhasse o desenho da saliência central da carroceria.

Nas primeiras fotos, um Glaspac que foi objeto de uma matéria da Quatro Rodas e que está aqui no site. Depois, duas fotos de Buggy Glaspac, que estão no site antigo do Planeta sendo o primeiro do Jorge Gomes e o último do Benê.

Customização das sinaleiras no Buggy Glaspac

Algumas modificações do Glaspac incluem sinaleiras traseiras de vários tipos, sendo a mais comum a de Kombi. Passamos por sinaleiras de Fusca, Opala, Corcel (a do 69/70 foi muito usada), Chevette, caminhão… não há limites para a criatividade de buggiestas!

Alguns exemplos a seguir, que os parceiros enviaram pelo Facebook do Planeta. A primeira, do buggy do João Pedro, com sinaleiras de Opala. A seguir, duas fotos do Velho’73, com suas lanternas que simulam do New Beetle e de moto custom, do Clayton Santon, com sinaleiras de moto custom, perfeitamente adaptadas ao design do Glaspac. Este buggy tem um vídeo no Youtube com a reforma dele, mostrando alguns detalhes.

Reparem na luz de placa destes buggies. A original da Rural é muito barulhenta e as opções são várias. A primeira é uma de Fusca. No Velho’73, é uma adaptação do suporte de placa do Opala, para manter a abertura do espaço do motor, com uma luz tipo utilizada em carretinhas. No Glaspac do Clayton, parece ser uma luz de placa de moto e o do Marcos, a do Fusca.

Sinaleiras no Buggy Kadron – As originais

O Kadron não alterou muito seu estilo desde sua concepção. Os primeiros vieram com lanternas de Fusca quase no meio do carro. Muito estranho. Felizmente, o desenvolvimento do projeto acabou por criar espaço para as lanternas de Variant, que é o que vemos na maioria dos Kadrons, originais e clones.

Na dianteira, a original era do Karman Ghia, mas a do Jipe serve naquele espaço, embora seja um pouco maior.

O Planeta não encontrou nenhum buggy Kadron com sinaleiras diferentes destas. Acho que os buggistas kadronzeiros (epa) não alteram o design do Mestre Anísio!

Para ver (muitos) Kadrons, passa lá no site antigo do Planeta! E, aqui no novo site, uma matéria da Quatro Rodas, com um Kadron placa preta, do Waldeney Vaz de Moura.

Sinaleiras no Buggy – Selvagem

O clássico Selvagem, produzido no Rio Grande do Norte, é um dos melhores buggies brasileiros, em termos de construção, durabilidade e resistência. Quanto ao visual, o Planeta acredita que nunca foi a prioridade da empresa… Mas o Planeta reconhece a qualidade do Selvagem e a honestidade da Empresa. Tanto que incluiu entre os Clássicos do Planeta!

Na galeria a seguir, as sinaleiras utilizadas no Selvagem, desde o início de sua produção. Por ordem cronológica, informação dada pelo Felipe Gomes de Souza. A primeira é uma sinaleira utilizada em carretinhas. Depois, uma que é bem parecida com a da Kombi, mas é de caminhão Mercedes Benz 1113 ou 1620. Já a terceira, foi capturada do Chevette “Tubarão”.

Então temos a quarta sinaleira, que é uma generica de caminhão, composta de elementos separados, o que facilita a manutenção. Quebrou uma lente, troca apenas aquela. Finalmente, a quinta e atual, e a mais bonita também, é da Mitsubishi L200 Outdoor invertida. Também nesta sinaleira, os elementos separados facilitam a manutenção.

 Sinaleiras no Buggy – Bugre

O Buggy Bugre, fabricado no Rio de Janeiro desde a década de 70, é tão marcante que seu nome virou sinônimo de Buggy em algumas regiões. O Bugre I é uma cópia do Glaspac (ou do Manx?), cujas formas teriam sido feitas pela própria Glaspac (a confirmar). No início, a venda também foi feita sob a forma de kits, como a Glaspac, sendo que a BRM fazia a montagem destes dois clássicos em suas oficinas, em São Paulo, chamando-os de M1 (Glaspac) e M2 (Bugre).

Os primeiros, Bugre I e II, tinham o estilo californiano, com os faróis sobre os paralamas e usavam, como lanterna traseira, as lanternas dianteiras do caminhão Chevrolet, com lentes vermelhas. Ficou muito bom, parecendo terem sido feitas para ele.

O Bugre II e a sinaleira de caminhão Chevrolet

Na galeria a seguir, o Bugre II do Cristiano, que está no forum do Planeta. Mostra detalhes da sinaleira traseira, utilizada originalmente no Caminhão Chevrolet e que também foram usadas no Puma DKW. As dianteiras, são as de jipe. Ambas perfeitamente ajustadas à carroceria do Bugre II.

As duas últimas fotos mostram o Bugre II do Tiago Barba, com uma adaptação na lanterna, de maneira a colocar mais uma lâmpada e ficar com freio, sinaleira e pisca na mesma lanterna.

Os tipos de sinaleiras (lanternas) mais usadas nos buggies

O Planeta estava pretendendo mostrar todos os tipos de buggies e suas sinaleiras (lanternas), mas a tarefa estava muito acima da capacidade do “webmaster”. Então, para ficar mais simples de montar e até de buscar a informação, o Planeta resolveu mostrar os diversos tipos de sinaleiras que encontramos nos buggies atuais e antigos.

A elas, então!

Sinaleira de Fusca

A primeira opção dos buggies ancestrais, foi exatamente a sinaleira do Fusca, a tradicional, sem luz de ré. Ela estava presente nos primeiros Kadron e Glaspac, sendo que neste último, até a dianteira era utilizada sobre os paralamas. Na galeria a seguir, um Woody Sport com sinaleiras de Fusca, um Glaspac com sinaleiras que imitam a do New Beetle e o “pai” de todos, o “Old Red”, com uma sinaleira tradicional, sem luz de ré. A última foto mostra o Menon 71 do Nevio, com uma “New Beetle” colocada deitada.

Repare os pneus Dune Buggy “riscados”!. Ao longo da história do Fusca, surgiram muitas opções de sinaleiras para se colocar em um buggy, desde as mais antigas, até as enormes “Fafás”. Dependendo da inclinação da carroceria onde será instalada, pode ser utilizada apenas a lente e o refletor da sinaleira, dispensando o suporte de metal.

Parece que existe algum tipo de preconceito com esta sinaleira mas, dependendo do buggy, pode ser uma excelente opção!

E a sinaleira na dianteira?

Já na dianteira, as sinaleiras de Fusca foram usadas durante muito pouco tempo, sendo trocadas pelas do Karman-Ghia ou pelas de jipe (mais baratas e fáceis de encontrar), logo no início da década de 70. O uso das sinaleiras dianteiras do Fusca sem a cobertura metálica, também fez parte de uma tendência na década de 70, sendo colocada uma pequena lâmpada na parte traseira, como luz de posição.

Dos Fuscas mais antigos, de 60 até 64, a sinaleira é mais estreita e dá um certo charme vintage no buggy. A foto foi encontrada no Mercado Livre, em uma loja que tem coisas bem interessantes para Fuscas, inclusive esta mesma lanterna com cristal transparente. Neste caso, lembre-se que a lâmpada precisa ser âmbar.

A última foto da galeria, mostra uma publicidade do Glaspac, mostrando a sinaleira do Fusca sobre o paralamas. Tem estilo! Havia outra questão, também. Na ideia de comprar um kit e montar sobre um Fusca, aproveitar o máximo das peças que já estão ali, era fundamental para baixar custos.

Lanterna de Variant

Para dar um ar mais sofisticado aos buggies, os montadores buscaram uma sinaleira mais arrojada, com maior presença e, ainda assim, fácil de encontrar e de baixo custo.

A lanterna da Variant passou a ser interessante por unir todos estes atributos e ainda ter um desenho que se adaptava muito bem aos buggies. No caso do Glaspac, e do Kadron, devido à inclinação e à saliência central, a simples inversão das sinaleiras fez todo sentido e parecia ter sido projetada para aquele local. Ou seja, a sinaleira direita da Variant era colocada invertida no lado esquerdo do buggy, fazendo com que ela ficasse com a lente quase horizontal e a luz de ré na parte de dentro. Perfeito!

Na sequência, as fotos apresentam um Glaspac que foi assunto da Revista Quatro Rodas, o amarelo, que pertencia ao Julio Cesar, o Kadron vermelho do Silvio Oliveira e o verde do Charles.

Lanterna de Kombi

A sinaleira da Kombi passou a ser a mais utilizada pelos montadores e projetistas de buggies. Pelo tamanho, disposição das luzes e pela simplicidade de desenho e construção, tinha tudo a ver com os buggies. Assim como as da Variant, também foram montadas de maneira diferente da original, “deitadas”.

Depois, começaram a surgir opções de lentes fumê ou com cores mais marcantes, no mercado paralelo. Enfim, uma excelente opção para os buggies da época.

Na galeria de fotos a seguir, temos o BRM do Eraldo, de Pelotas, um BRM M8, um “desconhecido”, da Simone Patrigues e o BRM M-11, do Paulo, o único que o Planeta conhece com as lanternas de Kombi na vertical, com uma interessante solução de design. Na sequência, um BRM com a lanterna Altezza e o Emis do Milton de Lara Eugênio. O Emis, originalmente, sempre usou a lanterna de Kombi, como pode ser conferido na publicidade da empresa. Na última foto, o Fyber Star 94 do Bizú. O Fyber atual, fabricado pela Peixoto Veículos, usa uma lanterna bem semelhante à da Kombi, a do Hyundai HR (informação do Nil).

Atenção nas adaptações de sinaleiras no buggy

Quando de adaptações – ou mesmo alguns originais… – é bom prestar atenção na posição dos elementos reflexivos, de segurança. Se a posição da sinaleira ficar muito diferente do original, de nada servirão. Na galeria acima, na segunda e na quinta fotos, dá para ver que há uma acomodação do desenho da carroceria, para que isso aconteça.

Existem algumas lentes, no mercado paralelo, com visual diferente da original, as chamadas “altezza”, com partes transparentes e outras com vermelho vivo. Dependendo do caso, pode ficar interessante, como o BRM vermelho da galeria. Mas atente para a qualidade do produto. Nada deprecia mais o visual de um buggy, que sinaleiras desbotadas ou opacas!

Para conhecimento geral e material para discussão em mesa de bar: o termo “Altezza”, para este tipo de lente transparente e com vermelho brilhante nos locais das lâmpadas, veio do Toyota Altezza, que tinha este tipo de lanterna originalmente. O povo do tunning gostou e algumas empresas lançaram para vários carros.

Sinaleiras no Buggy – De “caminhão/ônibus” e similares

Esta é uma categoria que abrange vários tipos de sinaleiras. Para todas, há algum tipo de adaptação necessária. Mas as redondas ficam muito bem em praticamente qualquer buggy.

A primeira foto da galeria a seguir, mostra uma adaptação muito bem feita, pelo Geraldo Fernando, com alteração na fibra, para encaixar as sinaleiras redondas, utilizadas em ônibus e carretas. O Geraldo é graphic designer, o que explica a bela adaptação. A segunda e a terceira fotos, mostram um Cauype em duas oportunidades.

No Bugue Cauype, eram usadas as genéricas de ônibus, mas que o fabricante não gostou da qualidade e optou a troca pelas da Pajero TR4. A vantagem deste tipo é que não é necessária a troca de toda a sinaleira, em caso de quebra ou outros problemas. 

Finalmente, na última foto vemos um Glaspac com as sinaleiras de caminhão, perfeitamente adaptadas, mesmo sem alteração no desenho do buggy. O detalhe interessante, neste buggy do Júnior Cazzaro, é que as lentes são transparentes e as lâmpadas tem a tonalidade exigida pela legislação.

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