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Buggy Jobby do Leonardo – SP – 1990

entrou no site em novembro de 2003

Buggy Jobby do Leonardo Brito

Esse buggy foi comprado pelo meu pai em 1990. 

Na época, frequentávamos um camping aqui no interior do estado de SP, e precisávamos de um veículo simples, que pudesse ser usado predominantemente em estradas de terra (e também porque meu pai não aguentava mais tirar barulhos da Caravan 86 da minha mãe…). Ele entrou em contato com um representante da Jobby, sr. Eduardo, e foi aí que começou a nossa história com o bugão.

Ele era um chassi 1971 – carroceria 1990, com arco em fibra de vidro (esse arco, é melhor que já venha de fábrica. O processo produtivo dele é muito intrincado), motor 1600, um só carburador e câmbio, tudo zerado, de caixa. 

Por dentro, só o essencial para eu e meu irmão, dois moleques, nos divertirmos. Mas, moleque novo, aspirante a Speed Racer, já viu, né? O coitado penou nas nossas inexperientes mãos… quase que ele foi vendido. A coisa só melhorou quando eu tirei carta de motorista. Aí, ele virou meu veículo de uso urbano (escola, namorada, paquera, zoação, bagunça, etc.)

Claro que algumas coisas, eu fui mudando, equipando… nas fotos, ele estava no “terceiro estágio”, com brake-light sobre a tampa do motor, retrovisores externos dos primeiros Uno (os modelos da Metagal, com um tubo sanfonado cobrindo a haste, lembra?) na cor dele, toca-fitas Bosch Rio de Janeiro, digital, antena no para-brisa, emblema VW em preto e vermelho, lanternas fumê, tapetes com botões de pressão, arco do parabrisa pintado de preto e sem as faixas pretas da lateral. Ainda, ele está sem o engate frontal e, depois, foram arrancadas as pontas dos parachoques.

Olha, posso dizer que ele só não puxou arado… fez Toyota Bandeirante passar vergonha em atoleiro, saltou CINCO lombadas pra vencer um Uno num racha, serviu de “motel” pra um casal de amigos, caiu em buraco, arrancou cerca de arame farpado, fugiu da polícia, desfilou no Carnaval.. e tudo isso com quatro, cinco, às vezes, SETE pessoas empoleiradas nele.

Enfim, eu posso dizer que ele foi mais HOMEM do que a maioria dos carros que eu conheci, topava tudo… e só pedia uma garagem aquecida, óleo e gasolina das boas. E, claro, um platinado e um condensador novos, porque ninguém é de fibra (pensando bem, só ele…).

Só nos deixou porque eu era muito moleque… sentia vergonha dos carros dos meus amigos, e queria um carrão também. E lá se foi o Herbie… hoje, vendo o Planeta Buggy e as histórias de vocês, me arrependo da falta de maturidade, da ignorância e da estupidez que, se estivessem presentes, teriam mantido meu amigão ao meu lado até hoje. Mas, tudo bem… um dia, eu trombo com ele num dos muitos semáforos da vida e pergunto: “ei, Herbie, lembra daqueles pedaços de pizza calabresa que você escondeu debaixo do banco naquele domingo da boca-de-urna, no Guarujá?”

Só um adendo: rebocar é possível, sim. No nosso caso, meu pai o engatava num furgão que tínhamos. Ele ia como uma carreta, inclusive com tomada de força, o que integrava o sistema de luzes do Herbie ao do furgão (freios, setas, etc). Podem levar seus buggies sossegadamente, que não tem erro!

Atenciosamente
Leonardo Brito

Comentário do Planeta

Poucas fotos com baixa qualidade. Mas a história do Buggy Jobby do Leonardo vale mais que mil imagens! Espero que o Leonardo tenha comprado outro buggy!

Conheça a Página do Buggy Jobby aqui no Planeta

O Planeta tem alguns Buggy Jobby no site, além do Buggy Jobby do Leonardo. Clica na imagem abaixo para conferir.

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