Capotas em buggies…

O conceito do Planeta sobre capotas é básico: buggies não precisam de capotas. Mas, infelizmente, elas são, eventualmente, necessárias. Então, para facilitar a vida dos buggistas o Planeta fez uma compilação de alguns dos tipos de capotas que existem e ideias para que elas sejam minimamente perturbadoras.

Capotas de verão, capotas de inverno

A primeira classificação que nos vêm à mente é a separação entre capota de verão e capota de inverno. Claro que esta é uma definição simplista, mas que leva a um entendimento básico: uma protege do vento e da chuva e outra protege do sol… Mas, mesmo entre estas, existes classificações que as diferenciam. Vamos a elas, então.

Capotas de verão

As mais conhecidas são as “bikini”, assim chamadas porque cobrem apenas o essencial, a área do piloto e do passageiro. Estas capotas podem ser de fibra (normalmente usadas no Nordeste brasileiro, porque o sol dos trópicos não é mole não), mas podem ser de lona, o que facilita a retirada em horas mais amenas, já que pode ser guardada em um cantinho do buggy.

Capota bikini de fibra

  • Estilo brasileiro

Os buggies nordestinos foram desenvolvidos para um uso profissional, sendo que poucos, proporcionalmente, acabam sendo usados para lazer pessoal. Isto fez com que a praticidade fosse levada a níveis mais altos que os estilosos californianos. Uma das características é a altura do habitáculo, o que facilita a entrada e a saída do buggy, até para alguém grande e gordo como o Beco “Buggyman”.(na terceira foto, em um Cauype, nas dunas de Fortaleza, em 2005).

  • Estilo gringo

Este buggy das fotos a seguir é um Manxter, uma releitura do Manx original, feita pela própria empresa.

Os estilistas da Meyers Manx desenvolveram um tipo de capota para seu Manxter, de maneira a preservar a altura tradicional do buggy. Interessante, a estrutura parece ser de fibra, mas parece haver uma cobertura de tecido, daqueles usados em capotas marítimas. A solução foi fazer a capota levantar para dar acesso ao buggy. Um amortecedor central a gás, mantém a capota aberta, se necessário.

Este buggy das fotos tem uma história interessante, contada nesta página

Capota bikini de lona

Apesar de ter as mesmas características básicas de proteção da capota bikini de fibra, as de lona (ou algo similar) são mais práticas, por permitirem sua retirada e colocação rapidamente. Mas precisam de alguns cuidados. Se guardada molhada, por exemplo, pode mofar, manchar, estragar. (fotos do site do Planeta)

Capotas de inverno

As variações são pequenas neste tipo de capota, mas podem ser com costura normal ou eletrônica, que cola as partes e é mais impermeável. Algumas empresas conseguem fazer este tipo de solda (Capotas Gaúcha, em Porto Alegre faz este serviço). Mas também pode ser colada, simplesmente. As sanefas (janelas) podem ser com velcro ou zipper e precisam ser bem planejadas para não deixar entrar água de chuva.

Os materiais são diversos. Mais comumente é utilizado o plástico de capotas de jipe. Mas cuidado, tem alguns que são em um tipo de tecido na parte interna e isso não é bom, pois pode preservar a umidade e mofar, além de acumular pó. O melhor é o que tem o lado interno plastificado. Também pode ser utilizado o tecido de capotas náuticas (que é o mesmo dos carros conversíveis) e que dá um excelente visual. Um pouco mais caro, é verdade, mas dá muito estilo!

Outra possibilidade é o curvin náutico, que também fica muito bom e não encolhe no inverno, como o plástico. Aliás, este é um dos motivos que o Planeta recomenda guardar o buggy no inverno com sua capota (se tiver, claro), pois colocá-la no inverno, é bem complicado, já que ela encolhe no frio.

O Planeta vai melhorar as informações desta página, evantualmente. Se tiveres recomendações de profissionais para fazer este serviço, coloca nos comentários.As fotos desta galeria foram escolhidas entre as “Fotos do Mês”

Capota de inverno “ampliada”

Entre os muitos tipo de capotas, algumas possibilitam o uso do banco traseiro, pois possuem um arco que permite ampliar este espaço. 

Na galeria abaixo, pode ver-se como isso funciona, com fotos detalhadas, mandadas para o Planeta pelo José Carlos, dono de um Giant’s (conheça este buggy no site antigo, clicando aqui).

Este efeito também pode ser conseguido com articulações de aço inox, que existem para toldos bikini de lanchas. 

A explicação de como a coisa funciona, pelo próprio José Carlos:

Foto 1: Na foto 1 o ponto “A” existe nos dois lados, é uma pequena chapa de ferro com um furo onde é presa a haste (tubo de ferro não sei o diâmetro, mas um serralheiro descobre fácil) através de uma borboleta de inox.

Foto 2: Melhor ângulo 🙂

Foto 3: Observe que a haste tem uma pequena curva ponto “B”. A haste TEM que acompanhar as curvas da carroceria. Quando a capota de inverno é retirada, a haste deve descer e encostar na fibra, logo após o encosto do banco traseiro ponto “C”. O ideal é retirá-la para não arranhar o brinquedo.

Foto 4: Aqui o detalhe do zíper, tem que ser o grande, aquele pequeno não agüenta o tranco. O ponto “D” é usado para segurar a janela quando estar aberta. Observe, é um único pedaço, passando na costura da capota, quando a janela é aberta e enrolada as partes do botão (macho e fêmea) se encontram.

As curvas desse tubo o serralheiro consegue fazer fácil, é só medir certinho ele pode ser de inox ou galvanizado. Todos os botões são latonados, não enferrujam, é fácil de manusear e não rasgam a capota.

Leva as fotos para o serralheiro e o capoteiro. Você deve amarrar a haste no santoantonio, pode ser com um barbante grosso para evitar que ela fique cedendo.

Grande abraço
José Carlos

Capota conversível (de verdade)

Há alguns anos, o Planeta encontrou uma página gringa com um bugguista que estava construindo uma capota conversível de verdade. Pedindo a autorização para fazer uma tradução e usar as fotos no Planeta, a resposta foi lacônica: “That’s fine. I don’t mind you using my site“. Ainda bem que ele autorizou, pois a página original saiu do ar. 

Ele escreveu: “Depois de muita dor de cabeça, tentando construir uma capota conversível que funcionasse, finalmente consegui encontrar peças para fazer o chassi da capota. O maior problema foi encontrar as peças certas. Um revendedor local de barcos tinha várias peças e eu selecionei entre elas, portanto se vocês está procurando a mesma coisa, cheque em seu revendedor local de peças para barcos. O arco dianteiro foi feito em uma peça de madeira de lei – cedro. O arco traseiro foi feito de madeira compensada e aparafusada com parafusos “borboletas” na carroceria, para poder ser removida”.

As fotos da galeria a seguir mostram Jeff fazendo um protótipo da capota com condutor elétrico de 1/2″, sendo que o modelo final foi feito com tubos apropriados, também de 1/2″, mas com paredes mais grossas. Observe os detalhes de madeira. Agora, é procurar um bom tapeceiro para fazer a parte de tecido (ou plástico).

As fotos da galeria a seguir, mostram o buggy, já com a capota. Ainda falta o vidro traseiro que, de acordo com Jeff, será de vidro, mesmo, com moldura de alumínio. Nota do Planeta: O Bugre M150 que está no site antigo, tem um vidro de Escort XR3 conversível em sua capota. O uso deste tipo de vidro acrescenta uma outra vantagem, a opção de desembaçamento elétrico.

A última série de fotos mostra o buggy com a capota arriada. Como ficará o vidro, não dá pra saber, mas tem soluções já usadas em carros de produção, como o Fiat 500C, cuja janela traseira é de vidro e ele se esconde.

Como ele vai fazer as janelas? Não está claro na página, mas algo como as janelas do Gurgel ou de um jipe. Deve ser por aí.

E as capotas de fibra, fechadas?

Para não criar polêmicas, o Planeta não se posiciona quanto ao uso delas. Mas coloca um testemunho de quem tem e usou. Com a palavra, Mauricio Rizzoto:

“Em relação a capota de fibra, tenho a colocar que o modelo de capota em fibra do Buggy Look (a do Emis também) tem vidros, tanto na lateral como na traseira, conforme pode-se ver no modelo que está no site do Planeta. Usei o buggy durante uma semana de muita chuva e havia uma pequena entrada de água no contorno do aro do pára-brisa. Nada grave.

Só que dá uma claustrofobia danada! E o calor, é de matar, quase coloquei película 50% para barrar o calor. Com ela instalada, não se transporta ninguém no banco de trás. A capota tem poucos pontos de fixação e, com a torção do veículo, a capota não torce solidária à carroçaria, resultando que descasca a pintura nos pontos de apoio da capota no buggy propriamente dito.As portinhas, abrem para cima, com uma mola a gás em cada porta, mas o sistema de tranca é com trinco de janela de casa (tipo cremona). Com a torção do carro, as trancas abrem em movimento, e a todo o momento você tem que estar fechando novamente as mesmas.

O que eu fiz em boa parte do ano, foi tirar fora as portas, e andar só com o teto, aí sim, ficou bem legal porque não aquecia muito e você fica guarnecido por trás com um vidro, o que inclusive reduz até o nível de ruído que chega até os ouvidos.

Moral da história, é que eu já estava pensando em fazer umas portas de lona para acompanhar a capota. Aí, fica um misto-quente e, no fim, a capota de fibra pesa uns 35 kg, não é nada fácil de retirá-la sozinho, de maneira que é quase mais vantagem ter uma capota integral em lona, que até mesmo, de acordo com a sugestão do Camelo, dá para fazer em cores alegres e combinando/contrastando com a cor do buggy. Assim, você pode sair com ela dobradinha no porta-malas, e caso chova, arma-se e está tudo bem. A de fibra, toma um puta espaço na garagem de casa.

O Ideal talvez seja ter as duas, tanto de fibra quanto de lona, para o proprietário avaliar bem qual serve melhor, mas a de fibra não é lá estas glórias, não”.

Na galeria a seguir, algumas fotos do buggy Look do Maurício. A capota é a mesma do Emis, já que os buggies são muito parecidos.

Quer conhecer a página sobe capotas no site antigo? Está neste link.

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OSCARchevasChevasBecoRoberto Recent comment authors
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Roberto
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Roberto

R.A Capotas Especias (11) 95484-0547

Chevas
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Chevas

Eu particularmente não gosto de sol na “tampa” no verão, por isso uso capota de lona com esticador na traseira e preso no friso da moldura do pára-brisa, estilo paulista…

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