Parachoques em buggy
Parachoque traseiro do Fyber

Parachoques em buggy

Que tipo de parachoque teu buggy tem?

Como todo carro, um buggy também precisa ter parachoques, mas existe uma infinidade de possibilidades para os parachoques em buggy, desde os feitos à medida do projeto do buggy, até o aproveitamento de alguns existentes em modelos de carros de linha, normalmente o Fusca ou, ainda, as eternas adaptações que todo buggista gosta de fazer.

Parachoques em buggy – os originais do Fusca da década de 60

Como o buggy tem um desenho um pouco diferente do Fusca, somente fica bem com o uso de parachoques dianteiros, tanto na dianteira como na traseira. Durante algum tempo, o Velho’73 utilizou estes parachoques, como pode ser visto nas fotos a seguir, com as “goleiras” que existiam no mercado paralelo de acessórios. Na dianteira, estavam fixados no quadro da suspensão, enquanto na traseira, nas torres dos amortecedores que, nestes carros mais antigos, era de ferro fundido.

 

Na década de 70, os parachoques em buggy, eram basicamente os mesmos, com tubos metálicos. Mas muitos buggies Glaspac foram montados com parachoques do Fusca mais moderno. Modelos de buggies mais recentes, chegaram a usar parachoques de fibra com uma modelagem bem similar a estes. O Baby é o exemplo mais clássico, mas o Selvagem também tinha um parachoque com inspiração nestes ou da Brasília, que tinha piscas embutidos.

 

Tubulares, os pioneiros

Os primeiros buggies fabricados no Brasil, utilizaram parachoques feitos com tubos de aço, pintados de preto.

Assim, o Kadron, o Glaspac, o BRM o Bugre, todos usavam parachoque feito com tubo de pequeno diâmetro e moldados para serem semelhantes aos parachoques dos carros de linha. Resistência não era o forte destes parachoques! Provavelmente, era uma questão de custo de produção.

Praticamente todos os buggies atuais têm seus parachoques feitos de tubos metálicos. É mais simples de manter, mais adequados para o uso fora-de-estrada e tem um certo charme vintage…

Parachoques em buggy fabricados atualmente

há uma boa quantidade de buggies fabricados com parachoques de fibra de vidro. Em alguns modelos, tentam mimetizar os carros modernos, com integração na carroceria. Como os Baby e os Way, por exemplo. Ficam com um bom visual, mas acabam prejudicando um pouco os ângulos de entrada e saída e, consequentemente, comprometendo o uso em trilhas mais radicais.

Na galeria abaixo, o Superbuggy (Buggy Way) e o Bugre V, ambos com parachoques de fibra, incorporados ao design da carroceria. Posteriormente, a Bugre retornou aos parachoques de tubos, no Bugre VII, mas mantendo um acabamento em fibra de vidro na traseira, enquanto colocava um parachoque de impulsão na dianteira.

 

A BRM tem vários modelos fabricados recentemente e todos com soluções interessantes para os parachoques. Na galeria a seguir, um M11 com um parachoque de impulsão. A seguir, o M10 do William de Santa Catarina, que enviou fotos dele e que estão na página antiga. Por fim, um M8 Long, com o cambão e o parachoque legalmente correto, que chega até as extremidades dos paralamas.

Mais parachoques

Na galeria a seguir, primeira fila: as três primeiras imagens são do F1600, da Farina Veículos, mostrando o cambão dianteiro, a fixação dele e o parachoque traseiro. O detalhe para o escapamento de Kombi injetada. Na última imagem, um BRM do Ricardo Inácio com seu parachoque original.

Na segunda fila, um Kadron do Ricardo José com parachoques de aço inox, fabricados iguais aos originais. A seguir, um Bugre II do Eldo Oliveira com um estilo um pouco diferente do original, mas envolvente, em fibra. Por último, nesta fila, o Bugre V do Leo Stocco. Segundo ele, é somente de fibra, mas é bem resistente. Projeta no futuro uma alma de aço para melhor resistência.

Na última fileira, o Toy do Daniel Fernandes e seus parachoques de fibra, originais (sem reforço de aço). A terceira foto, mostra um Fyber (foto do Nil Araújo), com o detalhe da placa em um espaço retraído no centro do parachoque. Boa ideia. Na última foto, o Way do Becker, com parachoque, bagageiro e uma estrutura superior, em aço inox, para carregar ainda mais tralhas!

Parachoques em buggy com cambão acoplado

Há algumas variações deste tipo de parachoque. O mais utilizado, atualmente, é o que se dobra e transforma-se em um parachoque de impulsão. Não há restrições para o uso deste tipo de parachoque, mas o Planeta gostaria de ver modelos sem saliências e mais seguros para eventuais acidentes.

Os cuidados a serem seguidos vão desde o não cobrimento da placa dianteira, até a fixação muito bem feita, com travas, para que ele não caia durante o passeio. E, em uso, todos os cuidados devem ser seguidos, como mostra esta página do Planeta Buggy.

Em trilhas e passeios, que sempre devem ser feitas em grupos, a presença do cambão e também da barra de tração traseira (bolota) são imprescindíveis. Lembrem-se que não se deve rebocar veículos com cordas ou qualquer coisa flexível, o que, além de perigoso, pode gerar multas.

Nestas trilhas, saiba o que levar, além do cambão.

Como fixar os parachoques em um buggy

Em primeiro lugar, é óbvio que os parachoques em buggy precisam estar muito bem ancorados em alguma parte firme do chassi.

O Planeta já viu muitos parachoques presos na própria fibra, o que é um erro grave, pois mesmo que não tenha uma colisão, a vibração do parachoque poderá causar danos na fibra.

Fixando o parachoque dianteiro

É o mais simples de ser feito. Muitos soldam pranchetas nas torres dos amortecedores, para suportar a estrutura do parachoque dianteiro. É uma opção, mas não é a melhor, já que estas torres são feitas de chapa estampada e não são muito resistentes. Além disso, uma solda naquele ponto, pode acelerar a corrosão ou enfraquecer o material. Mas é a solução mais utilzada.

A que é considerada a melhor opção, pelo Planeta Buggy, é a utilizada no Velho’73 e aplicável em qualquer buggy que tenha a suspensão dianteira de Fusca (99,9% dos buggies brasileiros). Simplesmente, prender o parachoque com braçadeiras em “U” nos dois tubos do quadro da suspensão. Esta é a maneira que os buggies gringos usam desde a década de 60.

Existem duas possibilidades. A primeira delas, é a fixação direta no quadro da suspensão, com a utilização de uma prancheta ou cantoneira metálica presa diretamente na estrutura do parachoque. A segunda é fixar esta prancheta (ou cantoneira), com as braçadeiras, nos tubos da suspensão, soldando uma prancheta com parafusos, que será aparafusada no parachoque. Para desmontagens, soa melhor este sistema.

Um cuidado a ser tomado, é evitar as graxadeiras da suspensão, de maneira a não dificultar o serviço de engraxamento. No Velho’73, foi aproveitada a estrutura do cambão (fabricado pela BRM), para fazer um “protetor de peito”. Além disso, sob a placa tem outra placa de aço para garantir que não vai saltar fora em uma trilha alagada.

Nas fotos da galeria acima, os suportes do parachoque dianteiro. Nas duas primeiras fotos, o parachoque está preso por braçadeiras nos tubos da suspensão. Nas outras duas, o suporte está soldado na torre do amortecedor. A diferença é que, no primeiro, é uma prancheta inteira, enquanto no segundo, está em dois pedaços, para possibilitar um reforço maior, já que afasta os pontos de fixação.

Repare que na última foto tem uma tomada para permitir a ligação do carro trator com as luzes de iluminação e sinalização do buggy.

Fixando o parachoque traseiro

Ao contrário do dianteiro, a fixação do parachoque traseiro é bem complicada. Como é uma estrutura maior, mais pesada e normalmente ainda utilizada para a colocação da barra de tração (popularmente conhecida como “bolota de reboque”), a fixação precisa ser feita com critério e cuidado.

Os modernos buggies com chassi tubular já tem estes pontos de fixação previstos no projeto e não apresentam dificuldades para a colocação.

No entanto, os mais antigos, com plataforma de Fusca e até alguns com chassi próprio, como Emis, alguns Selvagem, Polo, entre tantos outros. Nestes, é fundamental buscar pontos de apoio resistentes e que não irão prejudicar a estrutura do veículo. Nos Fuscas mais antigos, as torres dos amortecedores traseiros são de ferro fundido e já dispões de pontos de fixação, que podem ser utilizados.

No entanto, não devem ser os únicos. Soldar pranchetas no tubo da barra de torção pode ser interessante, com os devidos cuidados. Utilizar braçadeiras específicas para barra de tração de Fusca, que prendem nos garfos que sustentam a caixa de marchas é outro ponto de apoio interessante. Fixar junto aos parafusos que prendem a caixa (é, o Planeta já viu isso) não é uma boa ideia, por reduzir a extenção da rosca dos mesmos e provocar estresse em um ponto delicado.

Na galeria à seguir, a modelagem e fabricação de um parachoque traseiro para ser colocado em um buggy, respeitando os suportes originais. A bolota do engate foi soldada diretamente na estrutura (com reforços internos neste ponto).

Exemplos diversos de parachoques em buggy

Na galeria a seguir, o parachoque dianteiro do buggy Cauype, feito em aço inox, no mesmo estilo do buggy Manx. A segunda foto mostra o mesmo tipo de parachoque, com um cambão que pode ser retirado facilmente. A última foto mostra o parachoque traseiro do Fyber (sinaleiras interessantes) que, segundo o Nil, pode ser usado até como escada para entrar no buggy, de tão resistente que é. Na quarta foto da galeria, o Giants do Paulo Hubner, com parachoque cambão. Foram retirados os parachoques originais de fibra e feito um “face-lift” para harmonizar as linhas.

Na última foto, uma forma para produção de parachoque de fibra de vidro, de propriedade do Plílio dal Pino, um dos mais antigos planetários. Provavelmente de Baby. Reparem que o fabicante utilizou o parachoque traseiro da Brasília para montar este modelo. Alterou o centro e as extremidades e usou um tipo de batente bastante comum na época, como acessório. Juntou tudo e ficou bem equilibrado.

Colaboradores

Colaboraram com a elaboração deste post, os planetários: Daniel Fernandes (buggy Toy), Ricardo José (Buggy Tropy Kadron), Nil Araújo (Buggy Cauype/Fyber), Eldo Oliveira (Bugre II), Ricardo Inácio (Buggy BRM), Way Becker (Buggy Way), Leo Stocco (Bugre V), Daniel Farina (Buggy F1600), Andréia Martini (BRM), Plínio del Pino (forma de parachoque) e Paulo Hubner (Buggy Giants)

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Chevas

Os pára-choques de tubo são, na minha opinião, o que melhor se adaptam a bugguies estilo Californiano. Adoro os meus, e também os originais dos Bugre:comment image
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