Fábrica de Bugre é um oásis para fãs do automóvel

Carros são montados em fábrica que também fica aberta à visitação, em Rio Bonito: maioria das vendas vai para Região dos Lagos Foto: Luiz Ackermann / Agência O Globo
Carros são montados em fábrica que também fica aberta à visitação, em Rio Bonito: maioria das vendas vai para Região dos Lagos Foto: Luiz Ackermann / Agência O Globo

RIO BONITO — A carroceria de um pequeno Buggy, no alto de uma parede, desperta a curiosidade dos mais atentos que passam pela rodovia RJ 124, a Via Lagos. Na altura de Rio Bonito, sentido Rio de Janeiro, funciona a fábrica Bugre, pioneira na montagem desse modelo de veículo a partir de projetos próprios. O espaço, aberto à visitação, está ali há mais de 11 anos, mas todos os dias o lugar ganha visitantes de primeira viagem.

É o dono da marca, Paulo Cavalcante, que na maioria das vezes recebe os curiosos. Com simpatia e paciência, ele apresenta o local, explica todo o processo de montagem do veículo, produzido artesanalmente em fibra de vidro, e mostra as áreas destinadas a cada procedimento, como a serralheria, o lugar de pintura e laminação e o espaço destinado aos chassis. A fábrica funciona em um galpão de mais de três mil metros quadrados, onde trabalham 14 funcionários. Por mês, saem de lá de seis a oito carros por encomenda. Como têm como principais características a ausência de corrosão e o baixo consumo de combustível, a maioria deles é comprada por clientes que têm residências na Região dos Lagos.

A maioria vai direto para a casa de praia em Búzios e Cabo Frio. Esse foi o maior motivo pelo qual saímos de Bonsucesso e nos instalamos aqui. Todo dia escuto das pessoas: “Passo sempre por aqui, mas nunca parei para entrar”. Fazemos um trabalho altamente artesanal — conta Cavalcante.

Foi seu pai, Francisco Cavalcante, quem fundou a empresa há 46 anos. O auge da marca ocorreu no início dos anos 1980, quando eram produzidos 60 carros por mês. Desde então, os modelos foram se modernizando, mesmo com a queda das vendas. A versão mais atual 2016/2017, por exemplo, custa R$ 32.500 e conta com carroceria monobloco, chassi independente em longarinas, motorização Volkswagen MI 1.6l e bancos mais confortáveis. Há também uma versão mais alta, que custa R$ 34.300.

É possível, ainda, transformar um Volkswagen antigo, como um Fusca ou uma Brasília, por R$ 17.150, já que as especificações da carroceria e o chassi podem ser reaproveitadas. Calvalcante reforça, entretanto, que apesar de parecer um brinquedo, seus Bugres são automóveis como quaisquer outros e, para dirigi-los, é preciso ter habilitação.

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